Documento
Metadados
Número de registro
267
Denominação
Sopeira
Classificação
Local de produção
Data de produção
Acervo
Museu do Diamante
Procedência
Rio de Janeiro (Importação) | Diamantina | Minas Gerais | Aquisição
Temas
Altura (cm)
19
Largura (cm)
31,5
Diâmetro (cm)
23,0 (borda)
Resumo descritivo
Sopeira, de grandes dimensões, confeccionada em porcelana branca com ornamentação em tom azul. Peça de corpo bojudo, composta por duas alças laterais e base circular. Na parte externa do objeto, duas cenas orientalizadas, tendo, à esquerda, pagode e motivos fitomorfos, além de pátio de duas figuras humanas, uma delas sentada segurando sombrinha e a outra de pé servindo bebida em bandeja. À direita da cena, pedestal com vaso de flores e, ao fundo, pagode e lago. Cena ladeada por duas folhas de parreira em relevo, tendo, na parte superior, frisos azuis com motivos geometrizados. Apresenta alças compostas por dois frisos em meia-cana (cada alça), ornados por traços azuis, que se unem na parte central. Na parte interna do objeto, encontram-se frisos decorados com círculos intercalados por volutas e motivos florais. Base circular com ornamentação em volutas, frisos e motivos geometrizados. Fundo branco com a inscrição “KYBER”, inserida em emblema circular azul, encimado por coroa e cercado por motivos fitomorfos. Na parte superior do emblema, a seguinte legenda: “J. MEIR & SON”, e, na parte inferior: “IRONSTONE”.
Marcas/Inscrições
Fundo com a inscrição em azul: “KYBER” Na parte superior do emblema, a seguinte legenda: “J. MEIR & SON”, e, na parte inferior: “IRONSTONE”.
Dados históricos
Sobre Louça Inglesa: “(...) Durante o primeiro e o segundo reinados, o Brasil importou fartamente essas louças, em especial as azul-e-branco, as chamadas louças de pombinhos e as de borrão. Eram peças comuns, de uso diário, friáveis, muitas decoradas com decalcomania; destinavam-se às cidades e ao consumo rural. Os serviços de chá e café, vasilhame de copa e cozinha, serviços de lavatório, etc., se não apresentavam as qualidades da porcelana fina, em compensação tinham preços mais acessíveis.” (1) Sobre Decalcomania: “Processo mediante o qual as figuras impressas num papel em geral umedecido, são transpostas para superfície lisa de outro papel, de porcelana, de cerâmica, de madeira, etc. e calcadas de modo que, ao retirar-se, permaneça o desenho estampado. O método foi adotado com sucesso na decoração da porcelana e da faiança a partir de fins do séc. XVIII, aplicado em cores de baixo esmalte. O decalcomania azul, com desenhos orientalizantes, paisagens, cenas de caça, etc., foi adotado inicialmente por Spode (Inglaterra) e, nos oitocentos, tornou-se muito popular em louças produzidas em grande escala. Usa-se a decalcomania em frisos ou em motivos centrais na decoração de porcelana fina com acabamentos e detalhes feitos a pincel. Esse processo pode ser facilmente discernido da verdadeira pintura à mão.” (2) Sobre Porcelana e Faiança: “O Arraial do Tijuco, na primeira metade do século XIX, já tinha uma concentração significativa da população na cidade, o que favoreceu e ampliou as possibilidades comerciais. As lojas vendiam diversos objetos refinados, conforme a influência da etiqueta francesa e a moda na Corte, onde se realçavam as pratas, os vidros e as louças de porcelana. O requinte dos objetos vendidos no Tijuco foi observado por Saint- Hilaire (1974, p.29-30) da seguinte maneira:/ “As lojas dessa aldeia são providas de toda a sorte de panos; nelas se encontram também chapéus, comestíveis, quinquilharias, louças, vidros e mesmo grande quantidade de artigos de luxo (...). Essas mercadorias são quase todas de fabricação inglesa e são vendidas em geral por preços muito módicos, tendo-se em vista a distância e a dificuldade de transportes.”/ A louça inglesa foi largamente importada para o Brasil no começo do século passado. A sua maior curiosidade é a decoração, sempre com um toque oriental. Estas peças, de faiança, do Museu do Diamante, têm decoração toda azul com motivos orientais de cenas chinesas, com seus pagodes característicos.” (3)
Referências bibliográficas/arquivísticas
(1) MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 227. (2) MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 111. (3) PESTANA, Til Costa. In Catálogo do Museu do Diamante. Ed. Iphan/ Ministério da Cultura. Págs. 56-57.