Documento
Metadados
Título
Tiotê
Número de registro
25
Denominação
Ferro de passar
Classificação
Local de produção
Data de produção
Acervo
Museu do Diamante
Procedência
Diamantina | Minas Gerais
Autor
Temas
Largura (cm)
8,3
Comprimento (cm)
28,2
Resumo descritivo
Ferro de passar, também conhecido como “ferro italiano”, confeccionado em metal (ferro) composto por duas hastes delgadas e abauladas, arrematadas por estruturas ovaladas. Apresenta eixo central preso por parafuso, funcionando em sistema de “tesoura”. Na extremidade, cabo subdividido e finalizado em dois aros, em ferro retorcido, para colocação dos dedos.
Data da fotografia
janeiro/2005
Dados históricos
Sobre ferros de tiotar: “O pesquisador inglês Oliver St. John esgotou os assuntos plissage e tuyautage, técnicas indispensáveis para a obtenção dos mantéus, com o uso dos chamados ferros italianos, semelhantes a um atiçador ou a uma tesoura ou pinça. Incluem-se no elenco dos ferros de “tiotar” (tuyauter) aqueles com base em ziguezague (forma de tuyaux), que se justapõe à parte superior com o mesmo desenho, à semelhança de dentes de engrenagem, parte que pode ser plana, recurvada (permitindo movimentos de gangorra), ou na forma de rodízio dentado, preso a um cabo que o leva girando para a frente e para trás. (1) Sobre mantéu: “1. Capa com colarinho, us. ger. por frades...3. Colarinho encanudado, ou com abas pendentes.” (2) Sobre o uso da goma: “Costumes que incluem o uso da água de amido (ou de arroz) ou goma que só os nobres e privilegiados podiam comprar devido a seu custo exorbitante. Goma que, a partir da metade do século XVI, viu seu uso incrementado, e era aplicada especialmente nos montéus que, como epidemia, se espalharam por todo o continente europeu. (3)
Referências bibliográficas/arquivísticas
(1) LEMOS, Fernando Cerqueira. O Ferro de Passar Passado a Limpo – Anotações em torno de uma coleção. Edusp. São Paulo, 2003. Pág. 25-27. (2) FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI. Ed. Nova Fronteira, 3ª edição. Rio de Janeiro, 1999. Pág. 1276. (3) LEMOS, Fernando Cerqueira. O Ferro de Passar Passado a Limpo – Anotações em torno de uma coleção. Edusp. São Paulo, 2003. Pág. 39.