Instituto Brasileiro de Museus

Tainacan – Museu do Diamante

O ciclo do Tropeirismo no Planeta Itambé

O movimento tropeiro se origina a partir das ações dos paulistas no século XVII, que adentram o território colonial em busca de metais e pedras preciosas. Isto porque era necessário transportar o ouro que havia sido descoberto no interior, especialmente nas Minas Gerais, para o litoral, para que pudessem chegar ao seu destino: a Metrópole.

Em termos gerais o tropeirismo pode ser considerado como uma resultante da interiorização do país executada pelos bandeirantes. No imenso território do interior do Brasil, por muitos séculos predominou um sistema de circulação de mercadorias feito pelas tropas (daí o termo tropeiro ou tropeirismo) que se utilizavam de muares.   O muar, animal híbrido de grande resistência e rapidez, foi o veículo que desenvolveu o mercado interno brasileiro, tendo contribuído também para a integração nacional. O tropeiro foi elemento fundamental para fomentar o desenvolvimento do interior e estimular a formação de localidades que, aos poucos, se constituíram em cidades.

O Museu do Diamante/Ibram, ao cumprir sua função como centro de produção de pesquisa e divulgação da cultura local, criou essa exposição virtual para que o público vislumbre uma parte da cultura e da importância dos tropeiros para a ocupação e povoamento da região do Alto Jequitinhonha e também conheça parte das obras e dos estudos desenvolvidos pela artista diamantinense.

A artista diamantinense Elisa Grossi, com o seu diversificado e amplo trabalho, retrata em seus quadros a história e a cultura da região de Diamantina, e possui como um dos recortes temáticos a memória dos tropeiros na região. Como definido pela própria artista: “A proposta central dos meus trabalhos é contar histórias por meio da desconstrução. Para isso eu pinto, bordo, desenho, colo, rasgo, experimento suportes e etc. Confio na intuição para atingir resultados e transcender padrões”.